segunda-feira, 4 de abril de 2016

A culpa é das estrelas (só que não)


Hoje eu aprendi o que eu já sabia: A vida não é justa.

Bom... ninguém disse que seria.

Eu já sei disso desde os 7 anos de idade. E como às vezes a gente demora para aprender algo que já sabe a tanto tempo, não é mesmo?

Mas você se engana se pensa que eu estou reclamando. De forma alguma! Estou apenas fazendo uma constatação.

- Mas Everton, o que faremos então?? R: Viveremos, é claro!

A vida não é justa, nem injusta. A vida simplesmente é.

E cabe só a nós decidir o que fazer dela. Isto mesmo, DECIDIR! E para decidir precisamos ESCOLHER.

Já se foi o tempo de acreditar em destino, ou de achar que o passado tem poder sobre o presente e principalmente sobre o futuro. Não permitir que o passado tenha poder negativo sobre nós é uma escolha.

Síndrome de Gabriela ninguém aguenta mais! 

Fazemos escolhas o tempo todo e são estas escolhas que podem nos levar para onde queremos ir, ou para onde a correnteza leva.

Se não estamos no caminho certo, não adianta culpar os outros, não adianta culpar as estrelas, não adianta culpar o governo, não adianta culpar seus pais, não adiante culpar a Deus! 

Tão pouco adianta esperar alguém te salvar. Quem inventou que alguém tem o dever te salvar?

Ou você assume que só você comanda a sua vida, ou você não está de fato vivendo.

Não existe pessoa, entidade, governo ou passado no mundo, que impeça um ser humano determinado de realizar coisas maravilhosas!  

Então, só posso desejar que tenhamos sabedoria para escolher e bom humor para lidar com nossas escolhas erradas (elas existem e fazem parte).


Não é fácil... Mas quem disse que seria? 

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Escrever este texto, me expulsa da zona de conforto e me obriga a pensar neste assunto de uma forma que não tem como escapar. E não tem mesmo!

Para este ano de 2016 eu tracei alguns objetivos e estou feliz, porque estou caminhando com todos eles. Alguns não tão bem quanto eu esperava, mas estou caminhando. E isso já está me fazendo tão satisfeito comigo mesmo! Percebi que não desistir é o essencial. 
Escolher com consciência e não desistir.

Abraço!
Everton


domingo, 15 de novembro de 2015

Exceção

Como sempre, reflito, penso mais do que faço...

Tenho pensado nos meus planos para o futuro e ao fazer isso, comecei a pensar no passado, na criança que eu fui e depois no adolescente e bom... Eis que de repente me deparo com o momento presente e então começo a me questionar "porque eu quero isso mesmo? Porque quero aquilo? Eu quero isso?"

Parece que em algum momento entrei no piloto automático e deixei as circunstâncias e a rotina tomarem conta. Agora começo a lembrar dos meus verdadeiros anseios, do que eu realmente acho importante e o que EU realmente quero. 

Mas cair nesta armadilha não é difícil, afinal só temos o mundo todo conspirando para nos transformar em quem não somos. É a lavagem cerebral diária difundida e globalizada pelo consumismo que usa a nossa necessidade de sermos aceitos, e nos diz o que vestir, onde morar, para onde viajar, que tipo de corpo devemos exibir (e desejar), o que fazer com nosso tempo, qual transporte utilizar, quem namorar, como nos comportar etc.

É triste e eu não estou aqui dizendo que descobri como sair disso. Bom, é sobre isso que eu ando pensando e como disse antes, sou mais de pensar do que de fazer. rsrsrsr..

O fato é que somos seres sociais, mas também individuais. Não existe uma pessoa igual a outra e o desafio é conviver com a sociedade mas sem perder o que nos torna único e diferente.

Não tem como atendermos as expectativas das outras pessoas sempre. E também, me parece meio sem sentido ficar tentando isso. Mas como manter-se fiel a si mesmo, com tanta pressão para seguirmos por um determinado caminho? Esta é a questão que não quer calar. (pelo menos na minha cabeça agora) rsrsrs

Acho que são poucas as pessoas que tem coragem para ser quem realmente são, ou viver como realmente gostariam de viver, sem se preocupar com os julgamentos que com certeza viriam. Poucas mesmo.

Quem sabe depois da minha reflexão e quando eu estiver mais maduro sobre este assunto eu consigo ser uma destas poucas pessoas corajosas? haha

Então pra terminar deixo um trecho de uma carta escrita por Monteiro Lobato onde ele aconselha o escritor Godofredo Rangel:

"Você me pede um conselho e atrevidamente eu dou o Grande Conselho: seja você mesmo, porque ou somos nós mesmos ou não somos coisa nenhuma. E para ser si mesmo é preciso um trabalho de mouro e uma vigilância incessante na defesa, porque tudo conspira para que sejamos meros números, carneiros de vários rebanhos - os rebanhos políticos, religiosos, estéticos. Há no mundo ódio à exceção - e ser si mesmo é ser exceção."

Abraço!
Everton








domingo, 30 de agosto de 2015

Investimento

Hoje me disseram o seguinte: "Você me parece um cara que vale a pena investir".

Talvez eu devesse ter entendido isso como um elogio, mas da forma como foi dito e no contexto da situação achei no mínimo estranho.

Essa frase me fez ficar pensando... Será que é assim então que estamos encarando nossos relacionamentos? Como investimentos?

Pelo que percebo então seria como nos investimentos financeiros. Você sempre procura um investimento com menor risco e onde você possa investir o mínimo e lucrar o máximo.

Vai ver é por isso que está complicado hoje firmar um relacionamento. 

No meu caso por exemplo tive a impressão de que alguém estava fazendo um grande sacrifício, abrindo mão de seu precioso tempo ou seja lá qual for o seu "investimento" para me conhecer ou pensar na possibilidade de um relacionamento comigo.

Pera la né... Então é uma coisa assim: "Acho bom você me render o investimento que estou fazendo aqui, quero ver os resultados".

Oi??

Acredito que quando se inicia um relacionamento é uma escolha de ambas as partes, não dá pra ficar esperando retorno do "investimento".

Lógico que em uma relação existe uma troca, de experiências, de afetos, de coisas boas, mas também de coisas que não são tão boas. Tudo vai no pacote. Não há como esperar que o outro ser humano corresponda exatamente às suas expectativas.

Não sei, posso estar enganado, mas eu não lembro de pensar: "Humm, acho que vale a pena investir em tal pessoa"

Eu só penso: "Humm, gostei, acho que vou ver o que rola". hahaha

Há dias em que perco a fé na humanidade... rsrs

Abraço!

Everton




quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Procura-se (?)

"Um parceiro pro crime". Um amigo, alguém para somar:

Que seja humano, em todos os sentidos da palavra.
Que não seja perfeito e que tenha ciência de que também não sou.
Que não me "ame", mas que goste da minha companhia. De verdade.
Que eu também goste de sua companhia.
Que não seja medroso diante das coisas. Que curta um desafio... kkk (fundamental).
Que goste de conversar.
Que goste de ver filmes.
Que tenha desejo. (humano, lembra?)
Que seja cara de pau o suficiente para me falar o que pensa.
Que entenda que ser correto é importante, mas que chatice demais ninguém aguenta!
Que queira mais que uma vida "comum", mesmo sabendo que a vida é comum para todos. (?).

Que ainda me queira, mesmo depois de saber que escrevi isso após beber meia garrafa de vinho e que alguém bebeu a outra metade. Mas que talvez por isto este seja um dos posts mais abertos e sinceros.

Que tudo isso seja de forma natural... Amém! (hahahah)
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Hoje foi um daqueles dias onde você pensa nas coisas boas e percebe que gostaria de compartilhar com alguém que também esteja disposto de preferência.

Talvez o título devesse ser "espera-se" e não "procura-se", mas enfim, é só um daqueles desabafos toscos da madrugada...

Abraço!
Everton


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Solteirice

De vez em quando alguém me pergunta: porque você não namora? Porque não tenta encontrar alguém pra namorar? Porque não sai, não tenta conhecer alguém? Você precisa se apaixonar, etc...

Não sei se ainda acredito que isso seja possível. 

Não que eu não seja capaz de gostar de alguém a ponto de querer namorar. Muitas vezes penso a respeito, mas não sei se eu conseguiria manter uma relação assim, e também não tenho certeza se é desta forma que funciona, "encontrar alguém", como se fosse encontrar uma coisa em algum lugar.
Até parece que esquecem que existe uma segunda pessoa nessa história. rsrsrs

Na verdade eu não estou buscando. E é isso que surpreende as pessoas. Muita gente não entende como eu posso não estar procurando alguém. Acho isso engraçado!

Eu admiro e as vezes até invejo quem possui esta habilidade de se apaixonar e se entregar tão facilmente e mais ainda quem consegue manter um relacionamento por bastante tempo. 

Mas não sei se eu tenho este "perfil". rsrsrsrs...

Por outro lado, será que o tempo junto é o quesito correto pra se avaliar uma relação? Talvez a qualidade do tempo que se passa junto é que devesse ser avaliada e não a quantidade de tempo.

Tenho a impressão de que muitos casais apenas se "acostumam" um com o outro e depois não conseguem mais sair daquilo. Eu não quero isso!

Ou talvez, eu é que tenha me acostumado a ficar solteiro e não consigo mais sair disso. 

Enfim... Eu entendo bulhufas a respeito de namoro e escrever a respeito não está me ajudando.
Talvez tenham razão, quem sabe praticar ajude mais que escrever...

hahahaha!!

Abraço!







sexta-feira, 11 de abril de 2014

Bobagem da madrugada

Eu tenho 14 posts no blog, com esse são 15. Mas no meu computador tenho mais de 60 textos salvos. Na maioria são curtos ou inacabados.

Estava relendo estes textos hoje. Eu geralmente escrevo de madrugada e acho que por isso alguns acabam sendo bem emotivos. Eu gosto muito de alguns, outros me fazem rir e outros eu não gosto de ler, seja por achar que não escrevi bem ou pelo assunto parecer muito idiota agora. É interessante ver como um assunto que me incomodava um ano atrás, hoje parece uma grande bobagem.

Enfim, a bobagem desta madrugada tem a ver com tempo. Aliás, este assunto está presente em várias coisas que eu escrevi. Provavelmente porque é um assunto que me atormenta muito. Não a passagem do tempo em si, mas a dúvida se estou aproveitando o meu tempo nesta vida do jeito que eu gostaria.

Acho que todo mundo tem um pouco de dúvida sobre isso. É muito difícil você saber se está fazendo as coisas que realmente gostaria com o seu tempo. Será que alguém consegue sinceramente ter essa certeza? Eu duvidaria se alguém me dissesse que tem certeza disso, aliás, pessoas com muitas certezas são sempre suspeitas eu acho... rsrsrs.

No fim o tempo vai passar de qualquer maneira, e independente do que eu faça com ele algumas dúvidas vão me acompanhar sempre. Acho que o nosso desafio é esse, conviver com as dúvidas, tomar decisões e seguir em frente.

E a madrugada avança... Será que daqui a um ano isso ainda vai me aborrecer? Rsrsrs.

Abraço.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Vencer

Pergunta: Mas afinal o que é ser um vencedor?

Eu sou formado em administração e na minha área não faltam discursos sobre ser um vencedor, sobre como alcançar o sucesso. Existem vários "cases" contando como pessoas chegaram ao tão sonhado sucesso, sobre como venceram, sobre como tornaram-se grandes líderes etc.

Mas, como "filósofo" que sou (rsrsrs) não consigo deixar de questionar isto. O que é ser um vencedor?
É ganhar muito dinheiro? Ter muitas empresas? Ter muitos subordinados? É um título? Um cargo importante? Um valor na conta bancária? Um relacionamento estável? Uma linda família? Comprar uma casa? Uma grande carreira acadêmica, com certificados pendurados na parede?
"Certificamos que Everton Hoffelder é fodão!"

Talvez seja tudo isso. Ou talvez não seja nada disso, ou seja algumas coisas combinadas...Talvez seja fazer o que você quer, ou talvez deixar de fazer o que quer pra fazer o que precisa. Quem merece o mérito?

Não tenho a resposta.

Algumas vezes não me considero um vencedor, pelo simples fato da minha vida não ser como a alguns anos atrás eu imaginava que seria. Outras vezes me considero vencedor, porque apesar de até agora não ter realizado o que eu queria, também não fiquei parado, fiz o que pude fazer com as circunstâncias que apareceram. Será? Será que eu fiz tudo o que eu pude?

E será que é pra isso que estamos aqui? Pra vencer? Vencer o que? O cara que é dono de uma multinacional venceu aquele que trabalha na produção? O cara que casou e teve dois filhos venceu aquele que ficou solteiro?
Quem é o juiz que decidiu isso?

Talvez esse juiz seja a vaidade. Talvez ninguém faça a menor ideia do que está fazendo. Talvez todo mundo só siga a correnteza. 

Começo a pensar que estamos aqui para viver, e só isso. O dono da multinacional vai viver e o cara da produção também vai viver. As experiências serão diferentes? Sim, externamente com certeza. Mas no fim das contas não é o externo que vale, apesar do juiz quase sempre só enxergar isto.

Quem pode afirmar que alguém muito rico teve durante a vida experiências mais interessantes que alguém muito pobre? É bem relativo, porque depende do que pessoa absorve dessas experiências. Nada contra pessoas ricas, afinal, quem não quer ser rico? Eu quero. rsrsrs.

Pra mim, o sucesso neste exato momento, seria encher a minha mochila, pegar um avião, ou um ônibus, que seja, e ir pra qualquer lugar que eu ainda não conheça. Vou fazer isso? Não. 
Quem sabe eu sou um perdedor por não fazer, ou quem sabe eu sou um vencedor por lembrar que eu tenho responsabilidades que assumi e não posso simplesmente deixar de lado. 

Realmente não tenho essas respostas. Acho que, pelo menos por enquanto, não sou vencedor nem perdedor, sou alguém tentando entender um pouco dessa bagunça, tentando entender onde eu me encaixo nisso tudo...rsrsrs. 

Abraço.






domingo, 25 de novembro de 2012

Dois lobos...



Hoje eu percebo quanto tempo passei tentando ser uma pessoa diferente, tentando ser o menos ‘Everton’ possível. Sempre me espelhei em outras pessoas, quis ser igual ou parecido com o fulano ou beltrano, seja por admiração ou por não dar valor a minha própria personalidade ou por tentar ser lembrado de alguma forma, pra tentar convencer outras pessoas de que sou bom, ser aceito, enfim.

Admirar outras pessoas não é ruim, quando te faz respeitar e aprender com elas. Quando você também sabe os limites dessa admiração e sabe que você é diferente, que é outra pessoa, com outra história, outras características. Mas quando você tenta ser igual à outra pessoa, corre o risco de conseguir. 

Eu já sei o que eu quero. Só quero ser melhor hoje do que fui ontem e amanhã melhor do que sou hoje, isso no meu ritmo. E falo em todos os sentidos. É fácil? Claro que não. Com certeza existem dias que não dão certo. Mas enquanto houver um próximo dia pra chegar, está tudo bem. O desafio está em mim e não em outra pessoa. Não é procura por perfeição, mas por evolução.

Estou descobrindo que gosto do Everton, por ele mesmo. E me sinto ótimo com isso. Não preciso ser a melhor pessoa do mundo e nem melhor que outras pessoas. Quais os critérios pra definir a melhor pessoa do mundo? Não acredito em pessoa 100% boa. 

Ninguém é completamente bom, todos temos coisas boas e ruins dentro de nós. Acredito muito na filosofia por trás daquele provérbio sobre os dois lobos que travam uma batalha dentro de todo homem. Um é bom e o outro mal. O lobo que vence é aquele que é mais bem alimentado. Mas não acho que essa batalha interna tenha um final, ela é eterna. E necessária.

Pensar assim me faz viver melhor. Me ajuda a perdoar as falhas dos outros e as minhas próprias também, porque nem todo dia eu alimento o lobo certo.
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Não abro mão de mim,
Não sei se terei outra vida pra ser eu mesmo,
Não tenho tempo pra fingir sentimento,
Nem paciência pra ser outra pessoa.
Sou confuso, estranho e medroso às vezes,
Acertando, levantando.
Outras vezes sou decidido e corajoso.
Errando, caindo.
Às vezes fraco às vezes forte,
Tentando.
Às vezes bom às vezes mal. Sempre eu.
Everton.
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Abraço.

domingo, 21 de outubro de 2012

Cidade dos Javalis


Escudo do time.

Hoje, vendo televisão, fui trocar de canal e parei em um jogo de futebol. O que me chamou a atenção foi o nome de um dos times: Everton. 

Era Queens Park Rangers vs Everton, oitava rodada da Barclays Premier League da Inglaterra. O jogo terminou empatado, 1 x 1 e o Everton FC está no 4º lugar no compeonato.

Eu já sabia que o time existia, mas nunca tinha despertado minha curiosidade. Fui pesquisar e descobri que o time é um dos mais populares da Inglaterra. 

Descobri também, que Everton é um distrito de Liverpool onde o time foi fundado. Um dos principais clássicos da Inglaterra é Everton x Liverpool.
O Liverpool FC foi fundado quando o Everton FC decidiu mudar para outro estádio e então surgiu a rivalidade entre os dois times que é considerada a maior rivalidade entre times da Inglaterra.

Existe também uma estrada chamada Everton, uma loja de doces chamada Everton, um parque chamado Everton, um hotel, enfim, muitas coisas chamadas Everton por lá. rsrs

A palavra Everton tem origem Anglo-saxônica, formada pelas palavras eofor ("javali"), e tun ("cidade" ou "lugar"), no inglês arcaico significa “Cidade dos javalis”, ou algo parecido.

Eu não entendo nada de futebol e sei que a escolha do meu nome não teve nada a ver com isso, meus pais nem sabiam deste time e nem deste significado do nome, mas mesmo assim achei muito interessante. Muito bacana! Rsrsrs.

Eu já gostava do meu nome, agora gosto mais! 


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Agora sim, o baita post que eu escrevi hoje... 

Sem poesia desta vez.

Eu sei que muitas pessoas me consideram ranzinza e chato. Acham que eu sou orgulhoso e que não me importo com o que os outros sentem. 

Talvez eu seja mesmo às vezes, porque sou mais racional hoje, mais realista.

Mas se você desabafa comigo o seu drama particular e eu te dou uma resposta seca, ou um conselho que lhe pareça absurdamente insensível, saiba que não é porque não gosto de você, mas sim porque não acredito que a vida de alguém precise ser um drama ou um romance platônico.

Conheço pessoas que vivem eternamente um drama, geralmente ligado a relacionamentos amorosos. Ou então, reclamam de problemas no trabalho, problemas com a família, enfim... Fazem da própria vida uma novela. E daquelas mexicanas.

Tudo bem, confesso que também já fiz muito draminha, já fiquei triste por motivos bobos, chorei e achei que a vida era uma merda e blá blá blá. Mas apesar disso, sempre tive que continuar e com o tempo aprendi que esse drama todo é uma grande bobagem. Sabe o que eu penso hoje? Se eu não tenho um problema de saúde grave, então eu não tenho um problema de verdade, e nem motivo pra ficar choramingando. Aliás, tem muita gente que tem problemas de saúde e não ficam choramingando.

Seu namorado é um idiota que não te entende? Legal, você já disse isso pra ele? Ou tá só choramingando pros amigos porque já acostumou com o assunto? E se você acha que não adianta falar com ele, termina logo! Tá cheio de gente solteira por ai... E que eu saiba ninguém morre por estar solteiro.

Nessa hora sempre tem quem rebate: “Você diz isso porque nunca se apaixonou!”. 

Pronto: ‘Everton – O insensível sem coração’. Nunca me apaixonei? Quem garante isso? E quem foi que sancionou a lei que determina que uma pessoa só possa se apaixonar uma vez na vida? Tem gente interessante que você pode vir a conhecer! 

Ame sim! Mas por favor, saiba o limite entre gostar/amar e a dependência sentimental. O seu bem estar não pode depender de outra pessoa. 

Não estou dizendo que ter sentimentos por alguém não é bom. Isso é ótimo! Só quero dizer que quando as coisas não dão certo é normal ficar triste, mas também é normal tomar atitudes pra mudar a situação e não ficar remoendo uma coisa que faz mal. 

Eu sei por experiência que ficar chorando não torna você uma pessoa apaixonada e que ama demais. Só torna você uma pessoa que chora demais. 

O trabalho é outra novela. Eu penso assim: O que é certo é certo. O que é errado é errado. 

Se a empresa onde você trabalha tem regras, siga as regras. Ou então, se você não concorda com alguma regra, comunique seus superiores, converse, tente levar uma melhoria. De nada adianta reclamar pelos cantos e prejudicar a empresa. Entenda uma coisa: Se a empresa não vai bem, você não vai bem também!

Não adianta reclamar que pegam no seu pé se você não faz a coisa direito. Não adianta reclamar do salário se você não está fazendo nada pra merecer ganhar mais. Nenhuma empresa vai te dar aumento simplesmente por você estar lá. Pra isso ela pode pagar o mesmo valor pra outra pessoa.

Enfim...

Em qualquer setor da vida, reclamar e achar tudo injusto não muda nada. Por mais que às vezes as coisas pareçam realmente ser muito injustas, só o que pode mudar o que você precisar mudar na sua vida é a ação. E melhor que isso, a dedicação.

Dedique-se ao que você pretende alcançar. Mesmo que não consiga alcançar todos os objetivos, é melhor do que reclamar sem fazer nada ou colocar a culpa do drama que é a sua vida nos outros!

Ou então, esquece tudo isso que eu escrevi aqui, me chama de idiota e culpa toda a humanidade pelos seus problemas! Provavelmente é isso mesmo que você vai fazer... rsrsrs.

Até!

Everton

domingo, 22 de julho de 2012

Atendendo a pedidos...


...um novo (e sincero) post. 

Não foi por acaso que eu não escrevi todo esse tempo. Eu ando, como posso dizer? Sem uma postura definida sobre qualquer assunto.

Em um dia eu tenho certeza de que uma coisa é errada, e no outro eu já acho que é correta, ou o contrário. Ex: Acho que política é uma coisa muito importante e que todos deveriam se importar, cinco minutos depois penso que é tudo uma baboseira e que não vale a pena perder tempo com isso.

Critico quem não quer saber de estudar, digo que o governo deveria investir em educação, no entanto, apesar de já ser “graduado”, nunca coloquei o que “aprendi” em prática e parei de estudar a dois anos.

Acho que eu deveria cuidar mais da saúde e do corpo. Depois penso: Pra que? Fazer coisas chatas e comer coisas sem gosto pra viver mais tempo fazendo coisas chatas e comendo coisas que eu não gosto? Que confusa essa teoria... Uma qualidade de vida meio estranha.

Em um momento estou muito preocupado com o meu futuro profissional e com dinheiro e no outro, não quero nem pensar nisso.

Fico chateado com algumas atitudes das pessoas, mas depois me surpreendo agindo da mesma forma.
Tem coisas que eu nem sei por que eu faço e falo. Se é por que eu quero, ou por que outros querem, ou pra provar algo pra alguém. 

Enfim, eu não pratico metade das coisas que eu falo, ou que eu “acredito” e não faço ideia do motivo. Então estou parando de falar e falar... Sei lá, de repente comecei a me sentir burro, ignorante. Começo a pensar que quando eu era criança eu era mais sensato. As coisas eram bem simples.

Ou talvez sensatez não seja pra mim. Não consigo imaginar como alguém pode ter certeza de alguma coisa em um mundo como esse, tão maluco. 

E quando alguém começa com um discurso sábio e filosófico sobre a vida, desses que eu costumava fazer, a minha reação é ouvir educadamente e entender que assim como eu, aquela pessoa está tentando dar sentido às coisas. 

Só quero fazer coisas que eu gosto e que me fazem bem. Também quero ser útil, e aí vem o meu trabalho. E é isso, não precisa fazer sentido nenhum, e nem ter uma missão espetacular para a humanidade. 

As outras coisas que eu pensava querer, na verdade eram pra impressionar outras pessoas e isso gerava uma queima de energia enorme e não me fazia feliz.
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Não faço sentido.

Como carne bovina. Amo os animais.
A água que eu bebo vem do rio. A que eu dou a descarga vai para o rio.
Planto e rego flores no jardim de casa. Como alface comprada no supermercado.
Não jogo lixo no chão. Deixo para que o caminhão leve e jogue em outro lugar.
Eu pago impostos e reclamo por não haver educação. Eu não estudo.
Eu reclamo por não haver hospitais. Eu não cuido da minha saúde.
Sou contra o desmatamento. Tenho uma estante de mogno.
Odeio político corrupto. Não pesquiso sobre quem eu voto.
Sou contra guerras por petróleo. Tenho um carro movido à gasolina.
Quero aumento de salário. Quero trabalhar menos.
Quero um amor pra vida toda...É, eu não faço o menor sentido...rsrsrs

Abraço!